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Costumes e Tradições
Artesanato
Festas, Feiras e Romarias
Etnografia
Gastronomia e Vinhos
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Artesanato
O artesanato do concelho de Santarém está intimamente ligado aos condicionalismos geográficos (lezíria, bairro e charneca), trabalhos agrícolas realizados, distribuição das matérias – primas e tempos de ócio existentes em determinadas épocas.
Aqui predominam os trabalhos em bunho (bancos, candeeiros e mesas, entre outros), cestaria em tear, cerâmica, faiança pintada à mão, latoaria, mantas em tear, meias de linho e torneados em madeira.
Festas, Feiras e Romarias
Santarém tem as suas Festas da Cidade durante o mês de Março, em torno das datas 15 de Março (Reconquista Cristã de Santarém) e 19 de Março (Feriado Municipal), que comemora o Dia de S. José, Santo Patrono dos Artífices. Os festejos englobam actividades recreativas, culturais e desportivas.
Santarém anima-se ainda com o 25 de Abril, bem como com o Festival Internacional de Música (Abril/Maio) e com os já tradicionais Serões na Província (Julho/Setembro).
No que respeita a feiras, merecem destaque a Feira Nacional da Agricultura, expressão máxima da capacidade agrícola, durante o mês de Junho, no CNEMA (Quinta das Cegonhas); o Festival Nacional de Gastronomia, onde pode apreciar a gastronomia de todo o país (Outubro - Casa do Campino, no Campo Infante da Câmara); Feiras do Milagre (2ª e 3ª semanas de Abril) e da Piedade (2ª e 3ª semanas de Outubro); Lusoflora, certame dedicado às flores (CNEMA - Outubro) e Feira das Velharias, que se realiza ao quarto sábado de cada mês, no Centro Histórico - Largo Padre Chiquito.
Etnografia
O Ribatejo divide-se em três sub-regiões assim divididas por força das diferenças geográficas marcadas pelo rio Tejo, o qual tem sido um factor determinante no modo de vida e a cultura de um povo ribatejano. Assim de um lado temos a Lezíria, com vastos campos férteis periodicamente inundados pelo rio Tejo, do outro lado está a região do Bairro oposta ao rio, abrangendo o planalto da cidade e a charneca que faz a transição entre o planalto e a serra no Norte do Concelho.
Na Lezíria, o campino guardador de toiros bravos e criador de cavalos foi em tempos a figura simbólica. Aqui é bastante característico o traje do campino com o seu barrete de cor verde debruado a vermelho e colete vermelho.
O povo do Ribatejo veste-se com cores sóbrias, entre as quais se realça o traje domingueiro do homem todo preto com camisa branca. As danças são lentas e elegantes simbolizando assim a melancolia e a sensibilidade de um povo.
A mulher ribatejana usa uma saia de pano grosso de lã, avental e lenço na cabeça. Algumas vezes, devido ao sol, o lenço é substituído pelo chapéu.
As danças ribatejanas são em regra geral alegres e ritmadas, sendo nos dias de hoje acompanhadas por instrumentos como: o acordeão; a gaita de beiços; o pífaro; a viola; o bandolim; a bilha de folha cujo som se obtém batendo com um abano na boca da bilha; as canas e os ferrinhos, instrumento de forma triangular feito em ferro ou aço, que se suspende num fio e é percutido com uma vareta do mesmo metal.
As danças características do Ribatejo são o fandango, o bailarico, o fadinho e o verde gaio.
Gastronomia e Vinhos
Entre os produtos regionais destacam-se a sopa de peixe, a açorda de sável e a fataça na telha (aldeia das Caneiras). Não deixe também de provar o bacalhau com mangusto, as espetadas em vara de loureiro, entrecosto com arroz de feijoca, os molhinhos e, claro, a famosa massa à barrão.
Para acompanhar estes pratos deverá escolher vinho do Ribatejo que já conquistou o mercado pelas suas características derivadas de castas seleccionadas em regiões demarcadas ou protegidas.
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